Shaná tová u’metuká – Um ano bom e doce
Hoje é 29 de Elul, o sexto mês do calendário hebreu, e marca a véspera de Rosh Hashaná, o ano novo judaico – 1ᵒ de Tishri. Pode parecer estranho que o ano novo seja comemorado entre o sexto e sétimo mês do calendário – é que Rosh Hashaná é o ano novo litúrgico, quando o ciclo de leitura das 54 porções da Torá é concluído. Em termos bíblicos, a data tem outro nome, Yom Teruá (Levítico 23:24), ou “O dia de tocar a shofar”, ou festa das trombetas.
Yom Teruá, ou Rosh Hashaná, marca, também, o início dos dias de arrependimento, ou os “dez dias terríveis” – Yomim Noraim – que culminam com o Yom Kipur, o Dia da Expiação (ou do perdão). Diz a tradição judaica que em Rosh Hashaná, D’us se assenta num trono e os livros contendo os feitos de todas as pessoas são repassados e julgados – daí um outro nome para a festa: Yom haDin, ou Dia do Julgamento. Também foi dessa tradição que temos a idéia do Livro da Vida, tão presente no Novo Testamento.
O ano novo é marcado pela noção de justiça e prestação de contas, de rememoração do povo sobre seus atos, conduta, e reflexão sobre a justiça e retidão de seus caminhos. D’us continua assentando em Seu Trono, e julga Soberano sobre todas as coisas – e nada haverá de lhe escapar, seja ao juízo, seja ao perdão.
Os dias terríveis não são meramente para uma reflexão pessoal, para uma moral individual (apesar de isso ser importante e estar presente na festa). São dias de responsabilidade coletiva, é o povo pedindo perdão pelo povo; é onde cada um é responsável pelos atos de todos, porque toda a Terra sofre com a injustiça e com o pecado. É profundamente corporativo e comunitário: o indivíduo pede perdão e acerta seus erros todos os dias com Seu D’us e com o próximo, mas nesses dias, somos todos e cada um diante de D’us.
Rosh Hashaná também é um dia de pedir a D’us que faça juízo, que guarde o fraco, o oprimido, o pobre e o injustiçado – que livre Israel de seus inimigos. Justiça, para a Torá, para o judaísmo, é também misericórdia, é verdade e socorro.
Temos muito a refletir, muito a considerar. Muito da misericórdia de D’us é preciso, e de sua justiça, portanto, também. Oremos e peçamos ao Eterno, que renove nossos dias, e que tenhamos, em 5768, um ano bom e doce – com atos próprios para aqueles que estão inscritos no Livro da Vida pelo sangue do Messias.

Meu querido! Finalmente logrei sucesso em encontrar teu novo blog, sehr gut! Tentarei fazer uma visita a cada três semanas (acabei de escrever a mesma mensagem a respeito de visitas eletrônicas no blog de Guilherme). Não agora, mas hoje ainda tentarei ler teus preciosos textos.
Um grande abraço,
Daniel.
Caro Daniel! Muito bom receber sua visita nessa mixórdia… hehehe. Você é sempre bem vindo, e espero contar com sua opinião. Abraço,
André.