Judeus e cristãos novos em Portugal e no Brasil [com indicação de curso]
O Laboratório de Estudos sobre Tolerância (LEI), da USP, disponibiliza, através do portal Rumo à Tolerância, o curso on line (no Moodle) Inquisição e Intolerância na Península Ibérica e no Brasil (2008.). O curso é gratuito, e conta com professores e pesquisadores da USP envolvidos na ampla pesquisa sobre a herança dos bnei anussim, ou marranos, em Portugal e no Brasil.
Muita gente não sabe, mas o Brasil foi formado (naquela parte portuguesa ou européia de nossa identidade étnica ou cultural) por judeus que foram forçados a se converterem ao catolicismo na Península Ibérica no final do século XV e início do XVI. Calcula-se que havia pelo menos 200.000 judeus em Portugal na época das conversões forçadas, até a expulsão em 1497. Os que não tiveram condições de emigrar (houve um fluxo de emigração principalmente para a Holanda), permaneceram em solo português, muitos deles praticando a religião judaica clandestinamente.
Esses judeus convertidos ficaram conhecidos como cristãos novos (ou cristianos nuevos, ou ainda batizados em pé, por receberem batismo já adultos), e em termos hebraicos como anussim, que quer dizer “forçados”. Seus descendetes, portanto, são os bnei anussim, os filhos dos forçados. Quando a Igreja na Península Ibérica percebeu que a conversão dos judeus não era sincera (e como poderia ser?), estabeleceu-se o Tribunal do Santo Ofício, também conhecido como Inquisição, que tinha como missão monitorar os cristãos novos e as atividades judaizantes.
Fugindo da Inquisição e seus terrores, muitos cripto-judeus portugueses e espanhóis vieram para as colônias na América, sobretudo para o Brasil. Pra se ter uma idéia, das treze naus da esquadra de Cabral, quando chegou ao Brasil, onze delas tinham (supõe-se) capitães cristãos novos. As capitanias hereditárias, uma espécie de Parceria Público Privada da época, foram arrendadas principalmente por empreendedores de origem judaica, que também foram os primeiros investidores na florescente e próspera indústria do açúcar, e quase todos os bandeirantes eram também cristãos novos.
De fato, aquilo que chamamos de “elemento português” na formação do Brasil é, na verdade, um elemento judeu, de um tipo muito específico (o judeu forçado à converção ao catolicismo). Isso, entre outras coisas, que dizer que muitos brasileiros são descendentes de judeus perseguidos pela Inquisição.
Então, é fundamental, para entendermos nossa herança e formação, resgatar essa história e bem compreendê-la. A iniciativa da professora Anita Novinsky e do LEI são, portanto, de grande valia. Segue abaixo a ementa do curso.
A conversão forçada de todos os judeus em Portugal ao catolicismo (1497), iniciou a era dos cristãos novos, também conhecidos como “conversos” ou “marranos”. Interesses econômicos, apoiados no fato de que muitos convertidos seguiam a religião judaica em segredo, levaram à criação do Tribunal do “Santo” Ofício da Inquisição, em Portugal no ano de 1536, que teve a duração de perto de três séculos. Portugueses e brasileiros de origens judaicas sofreram perseguições, confiscos e humilhações. Poetas, mulheres, homens ilustres, em Portugal e no Brasil, perderam suas vidas, num processo anti-semita, que afetou todas as instituições da época, inclusive a Companhia de Jesus, e cujas conseqüências se fizeram sentir na época, como no Brasil de hoje.
43 Respostas
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Concordo plenamente com o artigo e digo mais, que além dos judeus portugueses veio para a terra brasilis outros elementos judaicos, como por exemplo: os judeus húngaros, do qual sou descendente. Meus avós paternos vieram de Budapeste capital da Hungria.
Caro Ivo,
Shalom! Obrigado pelo visita e pelo comentário. Você está certo, as levas de imigrantes judeus foram importantíssimas para o século XX no Brasil. Minha ênfase nos Bnei Anussim é por causa do desconhecimento que temos da importância capital dos judeus na formação do Brasil; muito mais que uma mera curiosidade ou detalhe, são os causadores disso aqui, por assim dizer. E se não tivessem sido perseguidos, teríamos um outro pais, quem sabe.
Estimados Amigos,
Busco Relacao de nomes adotados por Judeus antigos de Portugal e que foram forzados a adotar o Cristia -
nismo (Cristaos Novos ou Marranos), visto estar seguro dessa minha decendencia e desejar muito
fazer o “Retorno”.
Meu pai “Jose Batista dos Santos” e minha mae
“Maria José de Oliveira Rocha” me convencem ser
dessa decendencia.
Se puderem me ajudar, ficarei eternamente agradecido.
Um Abrazo a Todos, Shalom, Francisco.
Caro André,
Shalom! Eu agradeço pela cortesia de me receber em seu blog. Não prometo que estarei por aqui todos os dias, até porque tenho compromissos, mas sempre que puder estarei vendo as novidades que você tiver em seu bog.
E quanto aos judeus, os chamados cristãos novos, foram bastante segregados justamente por causa de suas crenças. Alijados da sociedade em geral, foram proibidos de participarem da vida pública. Se eles fossem os partícipes, desde o começo do Brasil-Colônia, poderíamos ter um outro país. Concordo com a sua tese.
Abraços,
Ivo
gostaria de saber se sou realmente desendente de judeus
um abraço shalon alechem
Souza,
tudo bem? Obrigado pela visita. Bom, saber se você é um descendente de judeus envolve algumas coisas… a primeira, é tentar traçar a origem de seus antepassados e cruzar essas informações com os dados que temos sobre os cristãos-novos, marranos e judeus expulsos de Portugal e Espanha. Segundo, conversar e obter depoimentos de pessoas mais velhas da família, que podem não ter consciência, mas podem revelar detalhes valiosos para isso. Terceiro, é possível fazer um teste de DNA que pode encontrar haplogrupos específicos de grupos judeus. Abraço.
Minha família é divida em cristãos e judeus, o meu coração é judeu meu pai se escondia e não dizia o que era, a minha mãe ficou órfã muito cedo (5anos) e foi criada num orfanato administrado por freiras católicas apesar de todos os indicativos apontarem para a sua horigem judaica. gostaria de saber se posso encontrar o meu nome judeu de família já que o nome ‘Bacelar” consta na relação de nomes aadotados por cristãos novos.
Jennymar,
tudo bem? Olha, descobrir o nome original da família é muito difícil, já que são quinhentos anos de uso de sobrenomes “cristãos”. Mas isso não importa realmente. Se os indicativos que você tem são conclusivos, fica mais fácil comprovar sua ascendência judaica do que pelo sobrenome propriamente dito. Shalom pra você!
Ola!!!também estou tentando descobrir a origem do meu nome.
Shalom!!!
Shalom Amigo André,
Muito obrigado por sua resposta que apesar de não solucionar a minha dúvida deu um conforto especial ao meu coração.
Caro Jennymar,
desculpe-me se minha resposta não trouxe alguma definição. Mas o fato é que é muito difícil estabelecer ascendências, ainda mais sem se conhecer bem o caso. Procure e estude, se houver, haverá de aparecer. Abraço.
Sou de uma família materna que vive a séculos no Brasil, meu avô nasceu na mesma fazenda que seu bisavô e minha avó que alegava sermos descendentes de cristãos novos (falecida em 1974). Meu avô sempre se disse católico e minha avó tornou-se Metodista ainda solteira assim como toda a sua família que era de Rocha com Rocha. Uma prática curiosa que talvez seja um resquício judaico era a que denominavam SOCA – os pobre vinham catar os grãos caídos de café após a colheita assim como os tardios que restavam no pé e meu avô se deliciava ao promover esta forma de caridade pois comprava os grãos catados se os pobres quisessem vendo-los a ele ou permitia que levassem. Esta prática veio por tradição familiar e o nome deve ser a corrupção da terminologia judaica para definir nomear tal prática. Outra prática era a de sangrar os animais no abate ao invés de sufocá-los, mas não tinham nada além disso na dieta alimentar pois consumiam carne de porco.
Minha mãe conta que minha avó recebia sempre cartas com poesias de sua avó (minha tataravó), numa época em que mulheres brasileiras geralmente eram iletradas, as letras já faziam parte da família; minha avó também sitava quais eram as famílias de cristãos novos proprietárias das fazendas visinhas, dela vem a curiosidade sobre ancestralidade judaica.
Meu pai, africano de Cabo Verde, me surpreendeu ao relatar que embora católicos, meu avô um mulato primo de minha avó branca, gostava de ensinar histórias bíblicas aos filhos sempre no fim do dia e também recomendava aos filhos a que não dirigissem suas orações às imagens de cristo e de santos católicos, mas somente a Deus. Para evitar a furia dos professores na escola, deviam fingir rezar para os santos, enquanto rezavam a Deus em voz baixa. Quando decoberto, embora ainda não existissem protestantes em sua ilha, meu pai passou a ser zombado com o título de “protestante”, o que resultou em sua conversão ao protestantismo já adulto, quando os protestantes Nazarenos chegaram a sua comunidade, pois entrou para ver quem eram e o que ensinavam e descobriu que estes não tinham imagens nem mesmo o crucifixo, e oravam a Deus em espírito porque Deus é espírito. O irmão mais velho de meu pai, que hoje estaria com 91 anos, se vivo, dizia que os brancos da família descendiam de uma família franceza de nome Nordau ou Nardau, que eram judeus. Na ilha de meu pai existe um lugar de um antigo leprosário com o nome de Ponta da Sinagoga, onde não há sinagoga alguma – talvez fosse lugar de encontro de antigos judeus da ilha.
Todos os meus sobrenomes familiares tanto do lado paterno quanto materno são encontrados em listas de possíveis cristãos novos.
Se eu quiser fazer um exame de DNA para checar se há fundamentos comprovaveis de veracidade da orígem cripto judaica nos meus antepassados, a quem me recomedaria que procurasse?
Um abraço.
Com relação ao cristão novo.
Descobri depois de muitos anos, que os costumes que meus avós possuiam ( eu pensava que era crendice), nada mais era do que judaismo. Cada vez que eu leio sobre isso, mais chego á concluzão que meus antepassados eram cristãos novos. Costumes como: Enterro, maneira de orar, não permitir que criança recem nascida durma no escuro, palavras de origem judaica pronunciada pela minha avó,maneira de cuidar das grávidas, etc, etc, etc. São muitos costumes .Fiquei tão maravilhado que estou frazendo um curso de hebraico.
Infelismente isso não agrada a muitas pessoas. O israelense(não todos) tem medo que nos adquiramos a cidadania judaica,( Israel é pequeno) o que não é o meu caso. Muito brasileiro, pensa que por a pessoa não ser rico ou falar varios idiomas, jamais ele terá origem judaca.Não estou preocupado em provar nada.O unico que eu penso é o seguinte: Queiram ou não queiram os preconseituosos ou racistas de plantão, isso não mudará as nossas origens. É claro que a maioria dos bnei hanussins não possuem mãe judia para que possa ser admitido na comunidade judaica. E daí? Pelo menos nós sabemos a nossa origem e temos muito orgulho dela.
Caro André,
De uns tempos pra cá, tenho me interessado mais em saber da origem da minha familia, tenho pesquisado bastante sobre a origem do meu sobrenome, sobre a história da minha cidade, dos meus bizavôs, e com base no que li, tudo me leva a crer que sou descendente de judeus que vieram da península ibérica.
Gostaria muito de confirmar isso, resolvi perguntá-lo porque vi que realmente és um conhecedor do assunto. Poderia me dizer o que você sabe sobre o sobrenome TAVARES e se realmente é característico de familias descendente de judeus.
Obrigado, espero que me responda, até mais.
Tenho certeza que somos cristãos novos.
Saudações!
Há algum tempo busco mas não consigo saber muito sobre a minha genealogia, com tudo sei da minha herança portuguesa por parte de pai, é um estudo muito trabalhoso e demorado e não consigo terminar nunca. Mas como saber se sou Marrano ou não? Existe algum tipo de exame de DNA?
Abraços.
Caro Herzi,
tudo bem? Olha, há a possibilidade do teste de DNA. A FTDNA (Family Tree DNA) oferece o serviço e identifica marcadores especificamente judaicos, tanto em DNA mitocondrial (mtDNA – matrilinear) quanto DNA do cromossomo Y (YDNA – patrilinear) – . Isso pode ser uma forma de comprovação. Boa sorte. Abraço.
Oi André, tudo bem contgo?
O meu sobrenome “souza” e “pessoa” de meu avó e avô vem de até a quarta geração.
Infelizmente pela falata de alfabetização eles não sabiam ler.
E gostaria de saber se isso já é um bom motivo para descobrir meu antepassados “judeus”. existe esta possibilidade ou o DNA AJUDA 100%?
POR FAVOR AJUDE-ME COM ESTA DÚVIDA> GRATO THIAGO SOUZA PESSOA
Caro Thiago,
tudo bem? Obrigado pela visita e comentário. É difícil afirmar que seus avós são ou não são descendentes de judeus apenas por esses sobrenomes. O que pode ajudar muito é você procurar saber sobre costumes da família, histórias e peculiaridades. O DNA é uma boa ferramenta, mas nem todo descendente de judeu é identificado pelo teste; mas realmente ajuda muito. Entre em contato sempre que precisar. Abraço.
Meus pais eram de familiasa muito conservadora, achava meu pai muito calado e conservador,não comia churiço, carne de porco, celebrava a páscoa, minha mãe guardava dieta de 40 dias por isso desconfiei ter descendência judaica não só pelos costumes mas pelo sobrenomes ( Souza, Oliveira, Vieria, Ferreira e 100% certeza de que meus bisavós maternos e paternos tem origem espanhola e portuguesa. família natural de Salinas ( norte de minas gerais).
Cara Neiva,
tudo bem? Você tem indícios interessantes, vale a pena pesquisar sua genealogia. O teste de DNA também pode ser útil para vc.
Sou descendente de portugueses. Gostaria de fazer esse teste de DNA para comprovar a minha origem judaica. Vocês poderiam me ajudar?
Grata,
Marcia
Cara Márcia,
tudo bem? Olha, o teste de DNA da FTDNA pode ajudar um bocado. Entre no site: . A Abracohanim (www.cohen.org.br) também pode ajudar. Qualquer dúvida, entre em contato.
sou de origem; carvalho,ferreira,oliveira do estado pernanbuco e ceara. observo q alguns constumes no nordeste do Brasil são do povo judeu. parabéns!
minha mãe é da Familia Moreira de Portugal e meu pai da Familia Souza, isso prova minha descendencia judaica?
Obrigado…
Olá, minha mãe é de uma região do sertão nordestino onde traços judeus são muito presentes e as pessoas que andam comigo dizem que eu pareço muito com um judeu, local de origem da minha mõe foi invadida pelos holandeses.
Gostaria de saber como fazer esse teste de dna,pode-se fazer em qualquer clinica?
gostaria de uma informação de como eu poderia fazer o teste de DNA
Tenho sobrenome rocha e macedo,Sou de orígem judáica?
Vejo que existe muita gente preocupado em descobrir a origem do povo brasileiro. É muito dificil conseguir algo em um pais que nunca preocupou com seu povo. Se fosse do interesse do Brsil e de Israel isto seria facil como aconteceu no EU. onde tudo é mais facil provar,bastava a cooperação rabinica de Israel que nada facilita só dificulta, pois acreditam que iremos invadir o seu pais se assim reconhecerem os afastados , os de origem Sefaradica.
Prezados senhores:
Gostaria de saber se os meus sobrenomes (tanto pela origem portuguesa como pela italiana) são de origem cristã-nova. Pelo lado português, Souza (sobrenome materno) tenho ainda os sobrenomes relacionados à família e aos antepassados de minha avó materna, tais como Gomes do Nascimento, Marques, Corrêa Neves, Branquinho, Oliveira, etc. Do lado do meu avô paterno (o qual era primo da minha avó) tenho o sobrenome Theodoro de Souza. Do lado do meu pai, filho de italianos, além do sobrenome Bartocci, existem ainda os sobrenomes Saiani, Sechi, etc. Caso seja possível, apenas com sobrenomes, me apontar alguma pista ou indício, ou responder integralmente a minha pergunta, desde já externo os meus sinceros agradecimentos pela atenção.
Minha ascendência é portuguesa, sendo eu a 5° geração no Brasil, os sobrenomes da minha família são: Ferreira, Oliveira, Leite, Freitas e Silva, todos constantes do Dicionário Sefaradi de sobrenomes. Minha mãe conta que quando era criança via sua avó materna praticar certos atos como acender velas, não comer qualquer tipo de carne aos sábados, e falar de uma tal estrela de Salomão. Além desses dados e,entre muitos outros, há ainda hábitos praticados em minha família, principalmente pelos mais velhos, até hoje como: varrer a casa de fora para dentro, não lavar a cabeça depois do por do sol, não comer de forma alguma o sangue de animais, austeridade na organização da casa (não despediçar nada), pedir benção aos mais velhos e, as orações são um pouco diferentes das habituais que costumo ouvir na igreja. Há em Belo Horizonte um grupo de trabalho sério que auxilie na pesquisa sobre a ascendencia marrana? Quais a chances de eu ser um descendente de judeus?
Abraços,
Jander
Não existem registros das entradas de judeus no país, cidades que passaram a residir, isso ajudaria muito, pois poderiamos comparar com os decendentes,
Shalom, MEu nome é Anderson Oliveira, li alguns artigos sobre a origem do meu nome, e soube que a forma mais eficaz no momento para saber de que origem sou é o DNA, quero saber sa aqui no brasil tem algum laboratório que realiza esses testes.
Caro Anderson,
tudo bem? Olha eu não sei de laboratório no Brasil que faça o exame. O que sei é que o Family Tree é bastante gabaritado. Abraço.
gostaria de uma comprovação,me ajude, minha mãe Marilene dos Santos e meu pai Ademário dos Santos mas minha vó por minha mãe todos tem por sobre nome Aciole ,sou do nordeste AL , tem alguma relasão. shalom.
Caro Carlos,
não se pode dizer nada, a princípio, com os dados que você dá. Cabe uma pesquisa genealógica ou do histórico dos sobrenomes da sua família. Abraço.
Olá amigos,
O meu nome Luis Filipe Cruz da Costa Silva Pinto. O meu avô paterno era Marinho Pinto (nome de familia) e da parte materna era Braz e Graça Cruz, estes últimos eram familias da Beira Baixa (Portugal). Poderei ter ascêndencia judaica?
Um abraço
Caro Luiz,
tudo bem? Não há como dizer com certeza se vc tem ou não origens judaicas, apesar de alguns sobrenomes da sua família serem comuns entre cristãos novos, como Costa e Pinto. A única forma de saber é pesquisando. Abraço.
paz
voce poderia mem indicar alguma empresa idonia que trabalhe com genealogia,pois tenho fortes indicações que minha familia seria de decendencia judia,pois a minha avó conta minha mãe que ela brincava comingo dizendo que eu parecia muito com o pai dela e mim chamava de o judeuzinho, eles possuiam terras na bahia proximo a itabuna ,ela costumava canta canções de nina que minha tatara avó a ensinou a canta,sem enteder nada,eles eram fechados entre eles,contava minha avó que seu pai não queria que eles se casassem com estranhos teria que ser com primos ou alguem que ele escolhece,ele era conhecido como o chefe( o patriaca) da familia era ele quem decidia tudo e todos obedeciam,tem outros detalhes que eu poderia esta sitando mais são muitos de estranhos rituais que eles possuiam.deixo para outra ocasião.
Caro Eder,
tudo bem? Parte da minha família tb é do sul da Bahia. Muito interessante sua história. Bom, a melhor empresa para se fazer a análise de DNA é a Family Tree DNA (www.famlytreedna.com). Custa um pouco, mas vale muito a pena. Mais saiba que o DNA NÃO É PROVA suficiente ou definitiva para saber se vc é ou não descendente de judeus. Há outras coisa, como a tradição oral da família que são importantes, como no seu caso. Abraço.
Caro André,
Meus pais são pernambucanos oriundos da mesma região. As vilas que nasceram têm nomes bem curiosos (Betânia e Sabá). Tenho minha árvore genealógica materna até a sétima geração e os membros mais antigos vieram de Portugal via Recife. Nela há nomes conhecidos da comunidade anussim, tais como, Fonseca, Vasconcellos, Cunha, Araújo, Silveira e boa parte são descendentes dos famosos Garcia D’ávila, fundadores da Casa da Torre. Sempre tivemos costumes inusitados. Nunca comíamos carne de porco pois éramos proibidos e minha mãe toda semana acendia duas velas (mesmo sem saber muito ao certo o motivo). Nossas características físicas também lembram muito as dos povos semítas. Será que há alguma relação com cristãos-novos? Sempre me perguntei isso.
Shalom, acredito que todos que tem postado aqui tem sangue Judeu , como se diz: “Podes pintar listas sobre um cavalo e chamá-lo de zebra, mas ele permanecerá um cavalo.”
A pouco tempo descobri que meus dois sobrenomes encabeçam a lista de sobrenomes adotados pelos ditos ”marranos”. Conversei com um amigo judeu de outra cidade, e ele me assegurou que portar os sobrenomes Carvalho, Machado, Oliveira, Cunha e Rodrigues é quase que certeza da ascendência judaica, principalmente se você e seu histórico familiar tiver ocorrido no Nordeste, o que é meu caso.
Mas estou apurando o caso mais a fundo.