Manifesto em apoio à Universidade Presbiteriana Mackenzie
Pessoal, estamos diante de uma matéria grave. A Constituição brasileira garante a todo cidadão a segurança e a proteção contra toda forma de descriminação e preconceito. Contudo, certos grupos ligados ao movimento homossexual estão tentando distinguir um grupo destacado-o dentro da sociedade com base meramente em sua preferência sexual, e tentando fazer garantir por leis específicas direitos que não só vão além daquilo que garante a Magna Carta para todos, mas também atentam contra outro princípio pétreo, base da democracia, que é a liberdade de consciência. Todos que se opõem à homossexualidade por princípio, em qualquer instância (moral, ética ou religiosa), estão sendo rotulados como “homofóbicos”. Ora, homofobia é um termo psiquiátrico, se não me engano, que designa o comportamento psicopata de sujeitos que atacam e matam homossexuais; o conceito foi pervertido para designar mesmo quem é intelectualmente, ou seja, por princípios, contrário à prática da homossexualidade. Os cristãos são o principal alvo dessa campanha. Devo dizer que um cristão não tem qualquer base para agir violentamente contra um homossexual, não pode apoiar leis que inibam a prática homossexual por força e coerção, mas pode manifestar sua opinião e guardar seus princípios. E este direito está na Constituição. Recentemente a Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, passou a ser alvo de forte campanha de oposição por haver manifestado os princípios cristãos que a norteiam, mais especificamente num pronunciamento a respeito da homossexualidade. O manifesto que segue abaixo é uma reação de repúdio à mordaça ideológica que se quer colocar na sociedade brasileira por ação de grupos homossexuais e aliados. Eu a subscrevo.
UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA
A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.
Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).
Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.
Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.
Pois é…eles estao usando essas brechas para tachar todos, sem que de fato aja caso de homofobia. Ser contrario á pratica homosexual agora pode ter conotaçao homofobica..Uma vergonha num país que quer ser grande exemplo de democracia….
Eduardo Vaz
22/11/2010 em 01:48
A Faculdade Mackenzie eh fundada nos principios da igreja presbiteriana. Q possue padroes religiosos. A faculdade ja possui suas regras, logo creio q o reitor jamais iria “discriminar” nenhum aluno por sua opcao. Estuda na faculdade quem quer e os mesmos deveriam ficar atento ao tipo de faculdade q estao ingressando. Assim como a Mackenzie, temos a faculdade Metodista, Adventista que tem fundamentos evangelicos, se a pessoa se opoe as regras da instituicao, q mude de faculdadeee!!!!
Roberta
25/11/2010 em 01:46